Garibaldi que agonizava com “câncer terminal” agora exibe saúde de ferro!
Por algum milagre (ou talvez apenas por gestão, o que é quase um milagre no Brasil), Garibaldi ressuscitou. A cidade que até pouco tempo atrás respirava por aparelhos, vegetando entre buracos, praças fantasmagóricas e promessas de campanha esquecidas, agora anda de cabeça erguida, asfaltada e revitalizada. É como se o paciente em estado terminal levantasse da cama, arrancasse os fios e saísse caminhando — direto pra praça da biblioteca, onde, pasmem, tem gente rindo e crianças brincando.
Sim, aquela praça que durante décadas parecia cenário de filme pós-apocalíptico — bancos quebrados, mato alto e a depressão urbana em forma de concreto — agora pulsa vida. Diariamente, famílias inteiras se reúnem ali como se quisessem compensar o tempo perdido. O espaço virou símbolo do que o garibaldense anda percebendo nas esquinas: as coisas, enfim, estão sendo feitas. E bem feitas pela atual gestão.
Nas ruas, o asfalto não é mais de açúcar que dura uma semana ou de “foto pra Facebook”. É de verdade. Dá até pra acreditar que o carro vai continuar inteiro depois de passar por uma esquina. Pequenas intervenções pipocam por todos os cantos e, curiosamente, estão mudando o humor coletivo. A pergunta nos bares, mercados e rodas de chimarrão é a mesma:
“Mas por que não fizeram isso antes?”
E é uma pergunta justa. Porque, convenhamos, Garibaldi ficou anos sendo tratada como um paciente esquecido no corredor do hospital público, largada à própria sorte por gestões incompetentes que confundiam “administração” com “sobrevivência política”. Agora, com uma equipe que parece mais preocupada em trabalhar do que em posar pra santinho de campanha, a cidade voltou a respirar sem oxigênio emprestado.
Mas calma, ninguém está dizendo que o atual governo é um grupo de santos ou visionários infalíveis. Longe disso. Erros? Tem aos montes. Reclamações? Sempre existirão. A diferença é que, desta vez, dá pra ver o esforço real, a vontade de fazer — e isso, em tempos de mediocridade institucionalizada, já é quase uma revolução. Não ouvimos mais na Terra do Champanha falar em negociatas, Polícia Federal apreendendo dinheiro em casa de secretário municipal, e politicagem a todo custo.
Garibaldi, que há pouco tempo parecia um quadro de hospital, agora aparece nas páginas da grande imprensa. Seja pelo festival do Grostoli (que, aliás, virou notícia até fora do Estado) ou por outras iniciativas culturais, o nome da cidade voltou a circular. O município que antes era lembrado apenas por quem morava aqui, hoje é citado com orgulho — e até com um certo espanto.
No fim das contas, o diagnóstico é simples: Garibaldi encontrou a cura.
Curou-se do descaso, da letargia e, principalmente, da política do improviso e malandragem. Como dizia o saudoso ex-governador gaúcho Alceu de Deus Collares:
"O voto é tua única arma, Põe teu voto na mão"
Pois é. E, pelo visto, o eleitor usou essa arma — e salvou o paciente.
