Ser questionado por profissional tudo bem. Agora, por aventureiros despreparados… aí já é palhaçada!
Existe uma regra básica na vida — e no jornalismo também: quem entende do riscado, questiona; quem não entende, grita.
Nos últimos dias, o Portal Adesso, o mais antigo e consolidado portal de notícias da região, virou alvo de indignação, chilique seletivo do mesmo grupo. O motivo? Cumpriu seu papel mais básico: informar. E informar, como se sabe, anda incomodando gente que prefere o conforto do silêncio… ou da narrativa conveniente.
Em uma reportagem simples, com a participação de uma secretária municipal, surgiram dois temas incômodos: a possibilidade de fechamento de um espaço usado pela população e uma obra mal executada. Resultado? O portal virou “mentiroso”. É incrível como funciona a lógica invertida: mostrar vira mentira; enganar por anos vira virtude.
Curioso, não? Quem mostra fatos vira vilão; quem vendeu ilusões por anos segue posando de anjinho barroco.
Mas já que alguns “esquecidos” preferem esconder fatos, vamos apenas perguntar, porque perguntar ainda não paga imposto:
É mentira que problemas em obras públicas como o “asfalto casca de ovo” espalhado na cidade estão dando diversos problemas e precisam ser refeitos?
É mentira que a prefeitura está gastando duas vezes nestas obras mal feitas do passado?
É mentira que existiam filas históricas para as mães colocarem seus filhos em creches e hoje não existem mais?
É mentira que a saúde em Garibaldi avançou?
É mentira que pesquisas eleitorais publicadas no PORTAL ADESSO em 2020 e 2024 bateram com o resultado das urnas? Estávamos mentindo hein?
Se for tudo mentira, então alguém deveria avisar a realidade — porque ela insiste em discordar.
A confusão talvez esteja no conceito. Jornalismo exige método, apuração, linha editorial, responsabilidade. Não basta um celular, um perfil no Facebook e tempo livre. Isso não é veículo de comunicação — é mural digital com Wi-Fi.
Aliás, fica a dúvida sincera: como alguém se apresenta como “imprensa” ou veículo de comunicação sem sequer ter um site na internet? Sem site, edição zero, apuração nenhuma e indignação em caixa alta.
Enquanto uns apuram, outros copiam.
Enquanto uns produzem, outros colam.
Enquanto uns informam, outros usam “imprensa” como fantasia de carnaval fora de época pra fazer politicagem — e das mais mal feitas.
No fim das contas, a diferença é simples e visível até para quem lê de longe:
Uns fazem jornalismo.
Outros fazem de conta, brincando de ser repórter.
E brincar de repórter pode até render curtida.
Mas credibilidade, meu amigo… isso não cai de paraquedas.
E o resultado disso tudo? Nenhum efeito prático… além de um constrangimento público difícil de editar, apagar ou fingir que não aconteceu.
Debate é saudável. Desinformação travestida de crítica, não.
Crítica profissional constrói. Gritaria amadora só ecoa no vazio.
