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Ser questionado por profissional tudo bem. Agora, por aventureiros despreparados… aí já é palhaçada!

17/02/2026

     Existe uma regra básica na vida — e no jornalismo também: quem entende do riscado, questiona; quem não entende, grita.

     Nos últimos dias, o Portal Adesso, o mais antigo e consolidado portal de notícias da região, virou alvo de indignação, chilique seletivo do mesmo grupo. O motivo? Cumpriu seu papel mais básico: informar. E informar, como se sabe, anda incomodando gente que prefere o conforto do silêncio… ou da narrativa conveniente. 

     Em uma reportagem simples, com a participação de uma secretária municipal, surgiram dois temas incômodos: a possibilidade de fechamento de um espaço usado pela população e uma obra mal executada. Resultado? O portal virou “mentiroso”. É incrível como funciona a lógica invertida: mostrar vira mentira; enganar por anos vira virtude.

     Curioso, não? Quem mostra fatos vira vilão; quem vendeu ilusões por anos segue posando de anjinho barroco.

     Mas já que alguns “esquecidos” preferem esconder fatos, vamos apenas perguntar, porque perguntar ainda não paga imposto:

É mentira que problemas em obras públicas como o “asfalto casca de ovo” espalhado na cidade estão dando diversos problemas e precisam ser refeitos?

É mentira que a prefeitura está gastando duas vezes nestas obras mal feitas do passado?

É mentira que existiam filas históricas para as mães colocarem seus filhos em creches e hoje não existem mais?

É mentira que a saúde em Garibaldi avançou?

É mentira que pesquisas eleitorais publicadas no PORTAL ADESSO em 2020 e 2024 bateram com o resultado das urnas? Estávamos mentindo hein?

     Se for tudo mentira, então alguém deveria avisar a realidade — porque ela insiste em discordar.

     A confusão talvez esteja no conceito. Jornalismo exige método, apuração, linha editorial, responsabilidade. Não basta um celular, um perfil no Facebook e tempo livre. Isso não é veículo de comunicação — é mural digital com Wi-Fi.

     Aliás, fica a dúvida sincera: como alguém se apresenta como “imprensa” ou veículo de comunicação sem sequer ter um site na internet? Sem site, edição zero, apuração nenhuma e indignação em caixa alta.

Enquanto uns apuram, outros copiam.

Enquanto uns produzem, outros colam.

Enquanto uns informam, outros usam “imprensa” como fantasia de carnaval fora de época pra fazer politicagem — e das mais mal feitas.

     No fim das contas, a diferença é simples e visível até para quem lê de longe:

     Uns fazem jornalismo.

      Outros fazem de conta, brincando de ser repórter.

     E brincar de repórter pode até render curtida.

     Mas credibilidade, meu amigo… isso não cai de paraquedas.

     E o resultado disso tudo? Nenhum efeito prático… além de um constrangimento público difícil de editar, apagar ou fingir que não aconteceu.

     Debate é saudável. Desinformação travestida de crítica, não.

      Crítica profissional constrói. Gritaria amadora só ecoa no vazio.



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Daniel Carniel

Daniel Carniel

Natural de Garibaldi, Daniel Carniel é formado em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo, e tem experiência em Rádio, TV, Jornal, e Assessoria de Imprensa. Iniciou a carreira na Rádio Planalto AM de Passo Fundo e atuou no Jornal Novo Tempo de Garibaldi, TV Record, e nas rádios Guaíba e Gaúcha de Porto Alegre. Acadêmico de Direito na Escola Superior do Ministério Público integrou a assessoria de imprensa do vice-governador do Rio Grande do Sul entre 2011 e 2014. Atualmente é sócio proprietário da Diffusione Comunicação,empresa que tem sede em Garibaldi RS
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