Quando o concreto carrega memória, propósito e futuro
Nesta semana estive em Bento Gonçalves para visitar um amigo. Não foi uma visita qualquer. Fui ver de perto o trabalho de Lúcio Possebon, Engenheiro Civil de Garibaldi que, na cidade vizinha, vem se destacando por uma construtora que ousa — e ousa com método.
Lúcio carrega no sobrenome uma história conhecida na região. É filho do saudoso Luís Antônio Possebon, o “Lila”, ex-vice-prefeito de Garibaldi e também engenheiro civil. Homem que construiu prédios em sua cidade natal, até que a política — essa velha senhora nem sempre elegante — tratou de lhe fechar portas. Perseguido por um grupo que dispensava escrúpulos e vergonha na cara, Lila fez o que muitos fazem quando o ambiente se torna irrespirável: foi empreender onde havia espaço para trabalhar com tranquilidade e sem perseguição. Carlos Barbosa e Bento Gonçalves passaram a ser seu novo chão.
E é justamente em Bento que hoje se ergue algo que, confesso, eu jamais havia visto por aqui.
O Jardins Dona Isabel não é apenas um empreendimento. É uma ideia grande demais para caber em definições simples. Um projeto arrojado, audacioso e, acima de tudo, pensado com cuidado quase obsessivo. Algo inédito na Serra e, por que não dizer, no Rio Grande do Sul.
Estamos falando do maior empreendimento privado em construção no Estado. Um bairro de luxo sustentável, concebido para ser o primeiro do gênero na região. Um lugar onde tradição e futuro se encontram — não como discurso de marketing, mas como proposta concreta de viver, morar, investir, trabalhar e celebrar o turismo local. Tudo a poucos passos. Literalmente.
Os números impressionam, mas não contam tudo.
VGV ( valor Geral de Vendas) inicial de R$ 840 milhões.
Área única de 18 mil metros quadrados, entre o centro e a via gastronômica da cidade.
Cinco torres redondas, com 16 andares cada, totalizando 133 mil metros quadrados de área construída.
Hoje, ainda em fase de escavação e preparação do terreno. Amanhã, referência.
O projeto já acumula prêmios de arquitetura e começa a servir como modelo de construção. Não por ostentação, mas por inteligência urbanística. Sustentabilidade aqui não é adjetivo decorativo — é estrutura.
Faço uma confissão: não entendo nada de construção civil. Não sei calcular vigas, não domino pranchas, nem discuto concreto armado. Mas entendo de força de vontade, de trabalho diário e, principalmente, de objetivos claros. E isso Lúcio tem de sobra. Aprendeu com o pai. Um homem duro quando precisava ser, mas dono de um coração mole na hora de estender a mão aos amigos.
Antes de partir, Lila ainda conseguiu ver a proeza do filho. Tenho certeza de que se orgulhou. E, se existe mesmo algum lugar lá de cima — como muitos acreditam — não tenho dúvida de que segue acompanhando tudo, com aquele olhar atento de engenheiro experiente.
Durante a visita, foram tantas explicações técnicas, tantos detalhes e conceitos, que confesso: em alguns momentos fiquei embasbacado demais para acompanhar tudo. Mas uma coisa ficou muito clara.
O Jardins Dona Isabel é diferente.
É moderno.
É inovador.
E é, acima de tudo, fruto de alguém que sonha alto, mas mantém os pés firmemente no chão — daqueles que não apenas projetam, mas fazem acontecer.
E isso, convenhamos, é uma engenharia cada vez mais rara.

Ao lado do Lúcio conhecendo a maquete da Obra que marcará Bento Gonçalves e região
