QUEM FOI PARAR NO CAMBURÃO?
Os OFICIAIS DE FUNDO DE QUINTAL, são aqueles sujeitos que passam a semana inteira berrando em microfone da rádio comunitária (de quinta categoria) — aquela mesma que deveria ser comunitária, mas é mais política que convenção partidária — e que, quando vê jornalismo de verdade acontecendo, entra em combustão espontânea. A novidade do capítulo desta semana do reality show “Choro Livre FM” é que agora eles decidiram atacar também o ADESSO TV, o primeiro e único canal de televisão de Garibaldi e Carlos Barbosa.
Canal de televisão de verdade. Com produção, equipe, conteúdo, formato, pauta, técnica — tudo aquilo que dá alergia em emissoras que se acostumaram a sobreviver de improviso. Mas a turma, na tentativa desesperada de diminuir o que não consegue superar, resolveu chamar o ADESSO TV de “canal de Facebook”. Claro.
É o argumento clássico de quem não tem argumento: “Se eu não consigo chegar no nível deles, digo que o nível é baixo.”
A ironia?
Mesmo “no Facebook”, o ADESSO coloca essa gente no bolso — em audiência, em repercussão, em credibilidade, em tudo. A turma “OFICIAL™”, por outro lado, é tão acessada quanto manual de liquidificador. Aliás, chamar de “oficiais” é generoso: são tão invisíveis quanto o ar…
Dizem por aí que Garibaldi vive um momento histórico: surgiram, do nada, os Guardiões da Verdade Oficial™, uma tropa corajosa que — veja só! — descobriu que o ADESSO, com seus míseros 11 aninhos de jornalismo profissional, estaria “perseguindo” um ex-prefeito. Um drama shakespeariano, se Shakespeare escrevesse roteiros de radionovela comunitária irregular.
Sim, meus caros, porque nada mais comovente do que ver um texto indignado, choroso e quase teatral reclamando que um “Canal de Facebook” estaria difamando e perseguindo o sempre e eternamente vítima ex-Prefeito Cettolin.
Tão vítima que até seus dois de seus ex-secretários, agora famosos graças ao brilhante tour no camburão da Polícia Federal esta semana. Ah, sim. O “OFICIAL” é importante. É a palavra preferida deles.
Como se repetir três vezes no espelho fizesse aparecer uma outorga da Anatel.
Porque, sejamos sinceros: uma rádio comunitária que jura ser fiscalizada pela Anatel é quase tão convincente quanto um vendedor de perfume na sinaleira da rodoviária dizendo que tem nota fiscal.
A legislação é claríssima:
– não pode ter vínculo político
– não pode veicular comerciais disfarçados de apoio cultural
– não pode funcionar como rádio de campanha eterna do MDB
E aí a gente observa o modus operandi da emissora… e percebe que a criatividade humana realmente não tem limites. Se Anatel apareceu lá, deve ter ido com olhos vendados, porque, olha.....Mas voltemos ao drama.
A acusação do século:
ADESSO estaria tentando “vincular Cettolin ao escândalo”. Veja só: dois ex-secretários de Cettolin, um deles virado chefe de gabinete por ele mesmo, foram levados pela PF e o ADESSO noticia... Isso é perseguição? não, É VERDADE.
PERGUNTA DE OURO:
isso é acusação ou é só… a realidade?
Quando a Polícia Federal aparece duas vezes na mesma cidade investigando a mesma turma, até a estátua da praça entende a CONEXÃO
Mas alguns insistem em fingir surpresa, como se a operação estivesse investigando alienígenas. Mas fake news, claro, é o ADESSO. A parte mais divertida é quando dizem que o ADESSO “não tem compromisso com a verdade, com a ética e com as pessoas”.
Querido leitor, quando uma rádio comunitária irregular acusa um veículo com onze anos de jornalismo profissional, formado por gente que tem diploma e não caiu de paraquedas, é impossível não rir.
Diploma, aliás, que alguns críticos alfabetizados às pressas confundem com “perseguição”. Para eles, jornalismo é, provavelmente, qualquer coisa que não combine com fanatismo político.
Mas entendemos.
Quando falta argumento, sobra drama.
Quando falta verdade, sobra teatrinho.
É a vida.
A Anatel também fecha rádios irregulares. A PF também investiga esquemas suspeitos. Só lembrando — porque vai que alguém esquece de novo. Enquanto isso, o ADESSO segue onde sempre esteve: fazendo jornalismo. Há 11 anos.
Com diploma, com técnica, com coragem.
E principalmente:
sem precisar se autoproclamar OFICIAL.
Porque credibilidade não se declara.
Se constrói.
E essa “tchurma” sabe muito bem o que nunca conseguiu construir.
